quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Nossa casa ...

Segue uma planta de nossa casa em Houston.
Já está esperando por nós. Entraremos día 09 de abril de 2012.
Estamos ansiosos! 
Queremos que chegue logo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mais de 3 horas ...



Foram mais de 3 horas na frente do computador preenchendo todos os formulários DS-160 (de nós cinco).
Aqui segue uma foto com recortes de números que são importantes e, por isso, não foram expostos.
Entrevista agendada para 05 de março `as 9 a.m. em Brasíilia.
Tudo caminhando debaixo da vontade de Deus ...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

E na madrugada ...

Esta noite, às 2:06 a.m., a Bia me acordou pedindo para fazer xixi.
Pela primeira vez ela acordou, apesar de sempre dormir de fraldinha e há meses, senão ano, não tem feito xixi na fralda.
Acho que agora já pode dormir só de calcinha.
PAPAI AMA MUITO!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Visto agendado ...


Depois da novela do I-20, por duas vezes mandaram meu nome errado (dos Santos e Silva), peguei o número com a STB hoje (Milla) e, via internet, fiz todas as etapas e consegui marcar o visto para o dia 05/03/2012 `as 09 a.m.
Brasília aí vamos nós em março...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Primeiro aluguel na América ...


Segue o recibo de pagamento de nosso primeiro aluguel na América.
Está chegando a dia da viagem.
Temos sido consumidos pelas horas, e a cada coisa feita surgem mais 5 para fazer.
Pagamento feito via VISA, por telefone no dia de hoje (09/04/2012).

Primeira ida ao dentista ...

Hoje, 09 de abril de 2012 foi o primeiro dia que as menininhas (BIA e LALINHA) foram ao dentista.
Dentista: Dra Luciana
Local: Centro de Excelência em Odontologia
Hora: 16:00 h
Quem foram: Mamãe, Beatriz, Laura e Lúcia (babysitter).
Nenhuma cárie. Fizeram somente aplicação de flúor.
De acordo com a BIA elas foram ao "CIENTISTA".

Que pena que fechou ...

video
No sábado, día 07 de abril de 2012, AINDA NA TERRA DA JABUTICABA, fomos `a TECA do Shoping Bouganville e, depois de muito brincar, nossa caçulinha "GRILOU" pelo fechamento da brinquedoteca. Segue o vídeo...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Carta ao mundo inteiro ...


CARTA AO MUNDO INTEIRO…

         Primeiro de janeiro de 2012, 10 a.m., todas dormindo menos eu, óbvio (risos). Passamos a virada do ano na IMCG como tem sido ao longo de muitos anos e depois fomos jantar na casa do vovô Balaia. A noite de ontem foi igual a todas as outras de ANO NOVO, se não fosse um toque razoável de nostalgia e meio que de despedida das coisas que para trás estamos deixando, avançando para as que estão adiante, mas prosseguimos firmes para o alvo … (Filipenses 3:13-14).
         Tenho me cobrado muito este momento que pareço ter adiado o máximo que pude… Tento trazer `a memoria e me pergunto quando tudo isso começou? Quero trazer `a memoria aquilo que pode me dar esperança (Lamentações de Jeremias 3:21). Sei que tudo começou com uma idéia bem antiga da Cristiane de morar por um tempo for a do Brasil… Isso veio amadurecendo em nossas cabeças e para ser bem sincero eu não consigo rastrear o momento em que tudo começou, parece que foi tão rápido e ao mesmo tempo tudo tem demorado tanto… Espero que esta breve narrativa consiga fazer-se clara até para mim mesmo.
         Já deve ser a vigésima ou trigésima vez que volto nesta parte do texto. O que era para ser uma small letter acabou virando um breve relato biográfico (risos)…
         Acho que muito tem a ver com a crise da meia-idade que os homens passam. Tá certo que muitas outras coisas vão acontecendo ao mesmo tempo… A profissão aqui tem ficado muito difícil, o exercício tem nos exigido cada vez mais de tudo e o retorno em todos os sentidos parece que só diminui. As condições de trabalho de nós dois, aliadas a outras dificuldades (serviço público cada vez pior… meus pacientes na UTI do HUGO sobrevivem por milagre, a longa permanência e a necessidade quase constante de ventilação mecânica os predospõem a altas taxas de infecção, o que acontece em todos os lugares, porém nossos estoques de antibióticos são uma PIADA. Começamos uma droga hoje que nem sempre é a mais indicada, mas é a que tem. Fazemos dois ou três dias de ATBterapia, a droga acaba e o doente fica sem nada no quarto e quinto dias, voltando no sexto com uma outra droga diferente da primeira que não sabemos por quanto tempo vai poder tomar. Isso tem acabado comigo. Como se brinca com a vida das pessoas assim? O Estado gasta com tanta coisa menos importante e acaba que esse genocídio “no varejo” segue seu curso de forma silenciosa e impiedosa. Isso sem contar que trabalhamos sem água para beber, sem papéis toalha e pasmem, higiênico. Por algumas vezes tive que larger tudo o que estava fazendo e ir correndo comprar comida, pois a falta de pagamento do Estado fez a empresa que fornece alimentação suspender as refeições para os funcionários. Fico com pena principalmente das técnicas de enfermagem que trabalham duro e recebem pouco). Aliado a isso, sem querer ser PROFETA, parece que o que tenho dito `a minha esposa ao longo dos anos, parece estar se tornando realidade. A estrutura dos grupos de anestesia que eu sempre achei que iria ruir mais cedo ou mais tarde, tem acontecido a galope, mas não achei que fosse ser para agora (risos). Será que viveremos uma PRIMAVERA ÁRABE, tendo como TUNÍSIA a EQUIPE DE ANESTESIA? É óbvio que uma hora, quando a base da pirâmide estiver bem maior que o topo haverá uma “revolta” com relação aos sistemas de distribuição de trabalho e principalmente de rendimento. Ainda bem que construí um lugar para me abrigar deste terremoto que está apenas começando e que não sabemos onde e como vai terminar. Não quero ficar aqui reclamando ou choramingando, aliás o motivo desta não é esse, mas me senti na obrigação de relatar-lhes essas coisas…
         Há muitos anos, mesmo sem imaginar que um dia isso poderia se tornar realidade, eu digo dioturnamente que gostaria de fazer minha faculdade novamente, poder estudar hoje, com a maturidade que os anos nos trazem, afinal teria de existir uma vantagem em se envelhecer… E eu nem imaginava que isso acabaria acontecendo.
         Mas comecemos do início, vamos ao ano de 1989, quando era estudante da Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto, vulgo Colégio Cataguases. Era manhã de uma terça-feira eu creio, quando o Seu Zezinho, porteiro do colégio foi até a minha sala, cursava o segundo ano do científico, hoje ensino médio, dizendo que meu pai estava ao telefone querendo falar comigo. Era por volta de 9 a.m. (antes do recreio, disso lembro) … recordo que fiquei preocupado, se é que isso pode acontecer quando se tem 15 anos. Pensei que alguém tivesse morrido, pois em toda minha vida eu nunca havia sido chamado na sala de aula, durante a aula para ir ao telefone. Lembro que atendi, quem sabe com voz trêmula, meio assustado, e ouvi meu pai me perguntar se eu queria ir estudar em Juiz de Fora-MG. O susto não diminuiu com a pergunta, mas lembro que a resposta foi imediata: - QUERO! As aulas já haviam começado e tínhamos que correr. Não deu certo ir morar com o Édson e acabei morando com o Jorge, hoje Oftalmologista, na Rua Barbosa Lima (não lembro o número), nas proximidades da Praça do Canhão (olhei no goggle maps para ver a distância até a escola, ACADEMIA DE COMÉRCIO). Lá morei na sala, minha cama era o sofá e só podia dormir quando todos desligavam a TV. Sair de Cataguases com quase um mês de atraso e entrar numa escola privada, tendo que fazer todas as coisas (minha querida e amada mãe mandava comida quase pronta – arroz torrado e bife temperado para eu mesmo cozinhar a noite, quando não era miojo, uma vez que almoçava de favor na casa de minha Tia Fernanda). Não tínhamos empregada e nós mesmos faziamos todas as coisas da casa. No segundo semestre mudei para a Rua Constantino Paleta, onde fiquei até meus últimos dias em Minas Gerais, em 1990.
         Em 18 de março de 1991, aniversário de minha mãe, passei no vestibular, em Campos dos Goitacazes-RJ. Tinha ganhado de presente de aniversário de 15 anos de meu pai um título do Clube do Remo, que foi imediatamente vendido para ajudar no pagamento da matrícula, na época 21.000,00 cruzeiros, acho que era essa a moeda da época. Chegamos em Campos numa terça-feira pela manhã, fomos recebidos na casa de um amigo de meus pais, Antônio Henrique, que morava numa república com mais 3, e me deixaram ficar por lá uns dias. Lembro de meu pai arrumando carinhosamente um jornal para colocar debaixo de meu colchonete, segundo ele para não deixar a friagem chegar a mim. No outro dia aula de anatomia, quarta-feira das 8 a.m. até 9 p.m.. Almocei naquele dia no Prá lá de Bagdá, um barzinho em frente `a Faculdade. Aproveito aqui a oportunidade de agradecer a meus pais por terem confiado e apostado em mim. Se não fosse a coragem de vocês eu não teria chegado até aqui. Obrigado por todos os princípios que me norteiam até hoje os quais devo seguir até meus últimos dias. Obrigado por terem renunciado `a própria vida para que eu pudesse ter a minha. Só hoje, pai de 3 meninas sei que amor é esse…
         Me lembro que comecei a trabalhar ainda no segundo ano da faculdade, na Santa Casa de Misericórdia de Campos, fazendo atendimento aos RN na sala de parto. Lembro que o médico responsável ou “irresponsável” era o Dr Paulo (não consigo lembrar o sobrenome). Os plantões eram noturnos e por isso recebíamos a enorme quantia de $ 20,00 (vinte nem sei que moeda). Como éramos muito novos e claro inseguros, fizemos a opção de tabalharmos juntos, assim, eu e o SATO, meu famoso escudeiro, trabalhávamos em dupla, recebendo portanto $ 10,00 cada um por plantão de 12 horas. No final do segundo ano veio a primeira vitória, primeiro lugar no concurso da monitoria de anatomia, o que me rendeu, a partir de então, 50% do valor da mensalidade como salário… Como fiquei feliz e satisfeito… com essa grana pagava todas as minhas contas, todas sem exceção, tornando-me literalmente independente aos 18 anos de idade. Pude, a partir de então, deixar de ser “um peso” para meus pais, quem ainda tinham que educar mais dois. O engraçado é que como não tinha monitoria nas férias, óbvio não tinha salário, mas só descobri isso quando fui ao “falecido” Banco Nacional para receber e me disseram quem não tinha valor nenhum para mim… hoje fico rindo dessa história, mas no dia fui até a tesouraria cheio de razão e pedi explicações a Sra. Gorete, um amor de criatura por sinal, que pacientemente me explicou o motivo do não pagamento e meio sem graça e triste, para não dizer GRILADO, fui convencido, NA MARRA… que tristeza (risos)…
         Com o terceiro ano, fui apresentado por meu amigo Ernesto (NEGÃO) ao serviço de ortopedia da Beneficência Portugesa, aliás onde nasceu nossa primogênita. Aqui, meu sincero agradecimento ao Prof. Dr. Marco Antônio Veloso que nos cedeu gentil e gratuitamente, um quarto privativo para recebermos nosso primeiro tesouro, lá no ano de 1996. Comecei trabalhando nas férias de dezembro e janeiro dos anos 1992-93 para o Amarantes pela metade que se pagava na época, que hoje não me lembro quanto era, só sei que era muito pouco. Tornei-me fixo depois na segunda-feira, trabalhando com Benedito e Sérgio Cabeção, este último sempre fingia que esquecia o dia do pagamento e eu sempre ficava de “pires na mão”, implorando para receber o que havia sido acordado previamente. Não pedir que ele pague por toda aquela maldade e covardia é hoje um dos maiores exercícios de cristandade que exerço. Junto com tudo isso, trabalhava gratuitamente nas terças o tempo inteiro que não tinha aula no Hospital Ferreira Machado, junto com o Dr Eraldo Ribeiro, grande coração e boa influência na minha vida. Com Eraldo fiquei até me mudar para Itaperuna-RJ onde fiz meu internato, graças `a bondade do Dr. Renan Catarina Tinoco, que permitiu que eu morasse no Hospital sem nada pagar…
         Logo veio o quarto ano e com ele o emprego na ortopedia do Ferreira Machado no sábado `a noite, junto com o Dr Sérgio, o Serginho Araquém, lugar que também fiquei até o internato. Anos dificeis, porém espetaculares. Convivência perfeita, com muito pouco, ou quase nenhum problema na república chamada SERVIÇO, nome dado por nosso querido amigo Márcio Alexandre Castilho, carinhosamente chamado de TROCÂNTER, hoje em Belford Roxo-RJ.
Foi difícil não conviver mais diariamente com os amados SATÃO, PENINHA, BRAÇUDA e PINHARZIM, mas a vida tem o seu curso e o tempo no esgole. A você meus grandes e eternos amigos, todo o meu carinho e agradecimento, minhas desculpas pelas falhas e muito obrigado pelas rizadas, pelas noites de conversa, por dividirem comigo seus planos e medos e por pagarem minha parte das contas de água, luz e supermercado quando não pude fazer dentro do dia certo. Jamais esquecerei vocês…
         Com o quinto ano veio meu primeiro grande presente, a jovem, bela, inteligente, incrível e então Cristiane Araújo Tuma hoje Sra. Cristiane Araújo Tuma Santos. Desde a primeira vez que a vi, na fila da Xerox da Faculdade, usava uma calça jeans, camisa vermelha de alcinha e óculos, os quais o Institutos de Olhos de Goiânia “mandaram para o espaço” alguns anos depois numa bem sucedida cirurgia refrativa. Desde o início foi muito intenso, já no primeiro encontro na AL MANDALUM o namoro começou… Você se tornou minha companheira, amiga, cúmplice, amada e MÃE de minhas filhas que tanto amo. A você meu pedido de perdão pelos erros, pelas burradas e pelas coisas equivocadas ditas nas horas incertas. Sempre soube que seríamos para sempre um do outro. É difícil resumir sua importância em minha vida em poucas linhas, mas, novamente, esta não tem tal finalidade. Terei que um dia escrever uma só para você, doce amor de minha juventude. Mas definitivamente, não sei nem se ainda existiria se não tivesse me unido a você, TE AMO…
         1996 foi um ano incrível, a mudança para Itaperuna e morar no Hospital São José do Avaí (comi por um ano merluza frita no jantar - risos), fugindo do penoso aluguel e despesas com a casa. Já nessa época ajudava com algumas despezas de meu irmão do meio, Fabrício, hoje exímio Ortopedista no Rio de Janeiro e pai da linda CAROL. Casei-me neste mesmo 1996, no cartório de registro civil de Itaperuna, somente no civil, no dia 16 de julho, dia este que nos presentearia 14 anos mais tarde com nossa caçula LALINHA; o religioso seria em Goiânia no dia 27 de julho do mesmo ano e na mesma igreja que nos acolhe até hoje. A formatura viria em Novembro, no dia 22 e 2 dias antes, ganhamos nosso primeiro grande presente, JÚLIA. Não pude participar das festividades completamente pois não pude pagar pelos eventos, mas a comissão de formatura, nas pessoas de Sandro Lopes e Ângela Hillel, me cederam um convite para poder comparecer `as festividades. Obrigado por me deixarem colar grau sem nada pagar. SATO, obrigado por dar o cheque para que pudesse usar minha beca. Júlia, a você meu grande amor, meu perdão pelos erros de um pai jovem, imaturo e idiota, pelos absurdos ditos, pelas ações impensadas, pelo peso que da responsabilidade de ser nossa primeira filha e por sofrer com essse nosso aprendizado. Desejo a você toda felicidade e sucesso do mundo e que Deus te abençõe e proteja todas as suas células e tecidos, cada divisão celular e síntese enzimática. Espero que esta oportunidade que estamos vivendo seja um presente do céu em sua vida… TE AMO!
         1997 começou a todo vapor, a mudança para Campinas-SP, com R$ 50,00 emprestado por minha sogra na rodoviária de Goiânia e só, na porta do ônibus da ENTRAM, que mais pareceu um veículo de qualquer filme do Renato Aragão do que qualquer outra coisa, o primeiro CRM (88824), o primeiro carro comprador (destruído alguns anos depois em Três Marias_MG por umas vacas) e a aprovação em PRIMEIRO lugar no concurso de residência médica da PUC-CAMPINAS. Dias difîceis, dias de muita saudade e tristeza. Obrigado ao Dr. João Lian Júnior, chefe da Residência de Anestesiologia, por pagar minha inscrição da prova de residência, por que dinheiro eu não tinha. Obrigado ao amigo JAIR por pagar em seu cartão de crédito minhas abastecidas até o primeiro salário sair (risos). Obrigado `a circulante de centro cirúrgico ROSE, técnica de enfermagem, por levar de sua casa para mim COMIDA e não me deixar desfalecer por  não ter o que comer, tomando água com açúcar para obter fonte energética nos almoços. Obrigado ao Dr. João Carlos Rocha pela acolhida em sua casa até eu poder me virar…. Obrigado ao cearense e hoje francês Francisco Paulo Tibúrcio por me emprestar seu carimbo para o primeiro plantão em Sumaré-SP. Com esse dinheiro, pude pagar meu diploma e fazer meu CRM. Encontrei pessoas incríveis na minha vida, obrigado a todas.
         De lá até aqui as coisas foram melhorando e muito. Voltei a Itaperuna-RJ através de um convite do Marcos Haddad e lá fiquei trabalhando como anestesista por um ano e meio, até que em 6 de junho de 2000 (logo no dia do grande desembarque da Normandia) cheguei em Goiânia, na Equipe de Anestesia, lugar que nos sustentou até nossa partida. Aos amigos que lá fiz meus sinceros cumprimentos e aos que ficam meus fervorosos votos de sucesso e prosperidade. Goiânia foi um lugar excepcional, nos presenteou com nossas outras duas pérolas, BEATRIZ e LAURA. A vocês meus outros dois amores, meu carinho incondicional, meu amor desmedido… Vocês três são a forma que Deus encontrou de expressar o Seu amor em nossas vidas. Senhor, obrigado por esses presentes, por permitir que criemos e sejamos responsáveis por Suas filhas. Oramos pedindo proteção, felicidade, saúde, realizações, bons casamentos e que vocês possam construir uma família feliz. Desejo que vocês arrumem um pai que ame seus filhos como eu amo vocês, que se dedique aos meus netos como eu vivo por e para vocês e que amem vocês como eu semprei amei a mãe de vocês, em nome de Jesus, Amém.
         Voltando ao motivo deste texto (risos) está chagando o dia da grande mudança, da grande virada ou qualquer nome que nosso projeto possa receber. Para ser sincero, acredito que tudo o que foi narrado até aqui foi mais difícil do que será “conquistar” a América. Lembro que tenho amigos de infância e adolescência que hoje são garcons e frentistas, não que isso os desmereça, mas eu tentei fazer minha parte, combater o bom combate. Tinha tudo para ter tido uma vida bem mais simples que tenho hoje, mas a sensação de ter o trem da vida passando e estar diante do último vagão na época me serviu de combustível. Lembro do dia que saí de casa e olhando nos olhos de minha mãe pedi: - Nunca deixem dizer que dei sorte…
         Toda a epopéia narrada aqui é só um pequeno pedaço de uma vida de muito trabalho e dedicação a Deus, a família e aos doentes. Fazer um relato desses é uma loucura e ao mesmo tempo irresponsabilidade, pois esquecer pessoas e passagens importantes é uma covardia. Prometo que qualquer um desses dias que Deus tem reservado para mim, aqui nesta Terra, eu volto a escrever. Acredito que com o passar dos anos a visão dos fatos possa ser expressada de um novo ângulo, afinal tem que existir uma vantagem em se envelhecer…
         Encerro aqui, na esperança de que a América, terra da oportunidade, possa realmente ser o que estamos esperando. Digo `as minhas filhas que já fiz minha parte, sair de Cataguases e chegar aqui já foi muito. O que vamos fazer seria um passo para a próxima geração, mas resolvemos nós mesmos começar a caminhada. Que Deus nos illumine e que venha o Tio Sam…