terça-feira, 29 de maio de 2012

Prós e Contras - meu período sabático

A expressão em inglês é bem parecida: pros and cons. Mas, o resto é todo diferente. Estou aqui, em plena madrugada, na terra do tio Sam, "matutando" sobre essas coisas. Já se passaram quase 2 meses, e a cada dia mais, sei que tomamos um passo na direção certa.  Mas, em toda encruzilhada, é preciso escolher um caminho.  E isso envolve abandonar a outra opção. Eu, que sou uma das pessoas mais indecisas do mundo, já considero uma VITÓRIA ter tido a coragem de abandonar a outra opção, a mais segura e conhecida, a tão famosa "zona de conforto". Sair da mesmice, da rotina, do que é seguro... e embarcar rumo ao desconhecido, apenas confiando em Deus e em nossos próprios sonhos. Sem garantias. Sem recompensas.
Sem recompensas?

É preciso entender que nem tudo que conta nessa vida, se pode contar. Na maioria das vezes, aliás, o que mais conta,  de fato não se pode contar.
Vendo os posts, pareço estar de férias, não é mesmo? Mas, vejam bem: tive que abrir mão de ser médica para ser mãe, de ser mestre para ser aluna, de ser diretora de um Hemocentro para ser dona-de-casa, de ter duas empregadas para não ter nenhuma, de ter três empregos para não ter nenhum, de ganhar bem para não ganhar nada.
Nada?

Nessa matemática, temos que subtrair algumas coisas e oferecer espaço para outras. Viver com MENOS coisas. Viver com MAIS paixão. Viver com MENOS títulos. Viver com MAIS família. Viver com MENOS quantidade. Viver com MAIS qualidade. E, se o resultado será negativo ou positivo, depende dos anseios de cada um, porque trata-se de algo pessoal e único, que não se pode julgar. Na verdade, caros leitores, meu resultado é absurdamente positivo: tem sido um tempo de pastos verdejantes e águas de descanso. Tempo de abraçar, de amar, de rir. Tempo  de endorfina na veia e refrigério na alma. Tempo de termos uns aos outros e a Deus. E só.
E não basta?




domingo, 27 de maio de 2012

Galveston Island - parte II

Ontem, fomos a Galveston, de novo. A ideia era passar o feriadão lá, mas, como decidimos de última hora, não tinha mais hotel :( . Americano faz as coisas com tanta antecedência que é provável terem feito essas reservas pro Memorial Holiday no Natal do ano passado... Enfim, fomos só passar o dia, mesmo.



Como eu disse no post anterior sobre a Stewart Beach, é proibido o consumo de bebidas alcóolicas nesssa praia.  Tinha um grupo que resolveu desacatar a ordem (tem bocó em todo lugar!). Não deu outra, em minutos a polícia chegou, fez os caras despejarem o conteúdo de todas as latinhas no chão e ainda multou o povo. HAHAHAHA!! Bem feito. Quer beber? Procure outra praia, nessa não pode.
Eu não sei se foi por esse acontecimento, mas o fato é que a polícia ficou passando de 5 em 5 minutos, fazendo a ronda. Resolvemos fotografar, porque achei diferente.

Em uma dessas passadas, o policial viu uma garotinha sozinha.

Parou o "carro", perguntou para a menina o nome dela, e onde estavam seus pais. A menina fazia que não sabia. Ele passou um rádio imediatamente e falou não sei o quê (imagino que perguntou se havia queixa de alguma cça desaparecida). Ficou conversando com a menina, mas ela não falava (acho que ela não falava inglês, conseguiu apenas falar seu nome). E nada de adultos por perto. Ele mandou a menina subir no carro e ir com ele. Aí, apareceu a sonsa da mãe da garotinha (que é aquela de short jeans e blusa branca na foto de cima, segurando a mão de um menininho), falando que era a mãe dela e tal. Então, o policial perguntou: A senhora é a mãe? Então, qual o nome dela?? Quando a mulher respondeu o nome corretamente, o policial entregou a garota  para a mãe e deu-lhe um baita sabão,  pra não deixar a menina sem a companhia de um adulto, essas coisas. Achei impressionante o cuidado e a preocupação que ele demonstrou com a criança. Fiquei boquiaberta com a rapidez com que a polícia nota algo errado, evitando muitas vezes, um problema maior, como um afogamento ou um rapto.

    As meninas se esbaldando!   Nessa foto, dá pra ver que a Lalinha está um tifúzinho...


 Algumas barracas são alugadas, outras são as pessoas que levam de casa. Nós não quisemos nos aventurar com o furo e nem levamos a nossa. Pagamos os 30 dólares (ui!!) e alugamos nossa sombrinha com as cadeiras. Olha a organização na foto abaixo !!!
  No fim do dia, voltamos pra casa, sob protesto das crianças, principalmente da Laura. Quando o rapaz do aluguel passou levando as barracas e cadeiras,  a gente já estava preparando pra ir embora (eram 6 da tarde), mas Lalinha não parava de chorar, dizendo: "O moço levou... levou o guarda-fuva!! Levou o nosso guarda-fuva!!"

Memorial Day

"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos."
                                                                                                Jo 15.13


Amanhã se comemora o Memorial Day aqui nos Estados Unidos. Trata-se de um feriado para honrar aqueles que deram suas vidas pelo país em serviço militar. É um dos vários feriados patrióticos dos EUA, sendo o Independence Day - comemorado no dia 4 de julho - o mais famoso deles.
O Memorial Day era originalmente celebrado no dia 30 de maio, mas foi mudado para a última segunda-feira do mês de maio, para emendar com o fim de semana.  Existe também um forte apelo para as pessoas hastearem suas bandeiras a meio-mastro no dia do feriado, e fazerem uma pausa `as 3 da tarde para homenagear os combatentes. Mas é claro que tem um apelo comercial também, com liquidações pipocando como "Big Memorial Day Sale".  Uma parcela considerável  da população leva o patriotismo  muito a sério,  e existe um movimento para o dia voltar ao 30 de maio, independente do dia da semana, para se recuperar o verdadeiro sentido do feriado: o de honrar e relembrar aqueles militares mortos em combate.
Hoje cedo, na Igreja, esse versículo no topo do post estava sendo projetado nos telões (são três!!), enquanto o pastor chamava todos os combatentes e ex-combatentes norte-americanos para se porem de pé e receberem uma salva de palmas.   Depois dessa homenagem, o pastor chamou aqueles ex-soldados a realizarem mais um ato de bravura e coragem : convocou-os a se dirigirem ao altar e orar pelas próximas gerações. Lutar a guerra espiritual. Foi muito emocionante ver todos aqueles senhores idosos, alguns com dificuldade para andar, se levantarem e atenderem ao chamado e orar pelos seus filhos, netos, bisnetos e futuras gerações. 





sexta-feira, 25 de maio de 2012

"Houston, we have a problem!"

Essa frase célebre ficou conhecida no filme APOLLO 13, com Tom Hanks, de 1995. Ela foi dita, de fato, em abril de 1970 e reflete o início de grandes problemas que acometeram a aeronave espacial na missão entitulada APOLLO 13. Foi a sétima missão tripulada no programa espacial norte-americano e a terceira que tinha como meta pousar na lua. O pouso não aconteceu, mas os astronautas conseguiram voltar sãos e salvos para a Terra.O programa espacial com space shuttles (ônibus espaciais) retornou em 1981 e durou mais de 30 anos, mas acabou em julho do ano passado. No momento, a NASA não está trabalhando em nenhuma missão espacial tripulada, mas estão em solo programando o pouso em Marte, para 2030, mais ou menos. O campo agora está aberto para a iniciativa privada. Nesses 30 anos, Houston foi a primeira palavra falada do espaço e também a última. Maiores informações vocês podem conferir no site oficial da NASA.
Essa breve introdução é pra servir como pano de fundo da nossa visita ao NASA SPACE CENTER no dia 12 de maio. O Space Center fica em Houston e é lá que acontece (na verdade, acontecia) todo o controle técnico da missão, desde o controle do lançamento até o retorno e pouso, além do treinamento dos astronautas, preparo da comida que consumiriam no espaço, etc... O lançamento, em si, era realizado em Cape Canaveral, na Flórida, mas a "torre de comando" fica aqui.






     Passeio de "tram" pelo Centro Espacial.



   "Garagem" do ônibus espacial Saturn V


   O prédio onde fica o Centro de Controle (ou de Comando).



 O Centro de Controle propriamente dito.




  Em uma parte do imenso terreno onde fica a NASA, há um círculo de árvores dedicadas aos astronautas, tanto os que foram mortos em acidentes, (como o da Challenger, em 1986) quanto os que morreram de outras causas.





O ônibus espacial Saturn V




   Esse era o único brinquedo apropriado para Beatriz e Laura.

 O passeio foi bem interessante, mas não achei apropriado para crianças pequenas. Acho que a partir de 8 anos, dá para aproveitar. Fizemos o membership, mesmo assim, porque custa 3 dólares a mais do que a entrada, então vale a pena pra quem mora aqui. Assim, podemos voltar lá quando as visitas vierem. E o estacionamento é de graça para membros. :)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Houston 40 graus

Pense num "trem" quente!!
Essa semana tem sido de um calor intenso. Eu diria infernal, mas não conheço e nem pretendo conhecer o submundo, então não direi!!! Anteontem, no parque, a temperatura estava em 37ºC.  Estava vazio, vazio. Era praticamente só nosso. (Os americanos estavam escondidos em algum lugar com ar-condicionado.) O recurso foi procurar alternativas refrescantes. Ainda bem que por aqui, tem muitas opções.
Fomos ao Burnet-Bayland Park, a 15 minutos de casa. É um dos parques públicos de Houston que tem uma área molhada, um water sprayground, como eles falam por aqui. Estava lotado de crianças. As meninas se esbaldaram, molharam toda a roupa. Lalinha ficava falando toda hora: Mamãe, molhei cabelo! Molhei cabelo! (achando a coisa mais legal do mundo!!!) Eu, que sou uma mamãe precavida (rs), tinha levado roupa extra e toalha. Então, deixei a farra acontecer.





Também fomos ao Children's Museum, que merece um post mais caprichado só pra falar de tudo que oferece. Apesar de pequeno, considerado o #1 Childrens' Museum dos EUA, ou seja, o melhor da categoria. Dessa vez, ficamos só na área molhada do Museu, que se chama "FLOW WORKS" e é bastante educativa e interativa, como tudo nesse Museu. Todas as instalações dão noções básicas de Física, Matemática, Hidráulica, essas coisas... Muito legal. E bem refrescante!!







Teve dia de ir a piscina do condomínio também. Fazia tempo que a gente não aparecia por lá. É sempre bem privativa, só nossa, praticamente. Mas, dessa vez, tivemos companhia. Um casal de adolescentes e uma senhora. Tinha mais gente, além de  nós, querendo espantar o calor.



Outra coisa que aprendemos foi andar com nosso cooler a tiracolo. Não aquele imenso que levamos pra praia.... Temos outros dois que são pequenos e cabem umas 5 a 6 latinhas de refrigerante, suco ou garrafas de água. Com criança é sempre bom ter água/líquidos para hidratar. E o protetor solar virou item de primeira necessidade na bolsa das crianças.

E o verão ainda nem chegou...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Bilíngues

Diálogos bilíngues que vêm acontecendo aqui em casa.

Legenda:
M= Mamãe
J=Júlia
B=Beatriz
L=Laura
V= Vovó Tatá


I
No parque, brincando de bola.
M= Bia , pegue a bola.
B= Nope.  (regionalismo do Oeste americano que quer dizer no, ou seja, não)
M= Anda, filha, corre lá.
B=Nope.
M= Vai lá, filha.
B= Mãe, já falei nope, uai!( Texas+ Goiás+Minas Gerais)

II
Bia "ridicando" as coisas da Laura. Nunca quer emprestar nada. Tomando as coisas da mão da Laura.

M= Bia empresta pra ela. Bia não faz isso.
B=Nope. (Só fala isso, agora!!)
M= Bia pede desculpas.
B=Nope.
M=Agora!!!
B=I'm sorry, Laura.

III
No parque, brincando de bola, de novo. Agora, B já entendeu que o espírito da brincadeira é um jogar e outro pegar. Ou tentar pegar.

a)Tento jogar pra ela e ela consegue pegar a bola.
M=  Very Good, Bia!!
B=  Very Good, não, mãe. Congratulations!!

b)Tento jogar pra ela e ela não consegue pegar.
B=Oh, man! (+ ou- =Puxa vida!)

IV
Laura batendo na Bia.Anda acontecendo direto. Bia toma as coisas da Laura e ela se defende como pode.

M= Laura, você vai ficar de castigo!!!
L= Não quéio, mommy. Não quéio thinking time, mommy.(= tempo para pensar, ou seja, castigo, mesmo!)

V
Laura deixa o leite derramar no tapete. Olha pra baixo e diz: Uh, oh!
(expressão tipicamente americana que soa como "â ou" e mostra uma surpresa desagradável.)

VI
Bia com as musiquinhas da Igreja. A última agora é que eu tenho que cantar em inglês todos os corinhos. Aí, algumas partes que eu não sei a tradução direito, ou que não vai soar bem em inglês, eu invento. O episódio da última tradução foi assim:
B=Mãe, traduz a música do "Bom dia, como vai você? Meu amigo como é bom te ver. Palma palma, mão com mão, dê um abraço de coração."
M= Good morning, How are you? My friend is good to see you. Clap your hands, give me your hands, give me a hug, a big, big hug. (Tradução meia-boca...)
B= Mãe, não tem nada BIG na música. Tem coração. Como fala coração em inglês??

VII
Laura derrubou os crayons (giz de cera) no chão e virou aquela bagunça.
J= Laura, não derruba.
L= "Clean up, clean up"(= vamos arrumar, vamos arrumar... é uma musiquinha de criança aqui)

VIII
Bia ampliando os idiomas.

V= Bia, não pode bater na Laura. Vou contar pra sua mãe.
B= Cala a boca, vó.
M= Que feiúra, Bia. Não pode falar "cala a boca"pra vovó.Pra ninguém. Isso é muito feio e mal-educado.
B= Não, mãe. "Cala a boca" é  "eu te amo" em chinês.

IX
B= Vovó, vamos fazer um segredo. Na nossa língua, "bocó" é uma palavra linda, tá?
V=Tá !! 
B= Vovó, vc é bocó, hein? Mas,vovó... não esquece que bocó é palavra linda na nossa língua, tá?

domingo, 20 de maio de 2012

Retrospectiva da Semana

Hoje o post vai ser visual.


 Carro fraquinho que o Dindo alugou. Mustang conversível. Básico...


  Pinturinhas no Tanglewood Park

                                   




Esquilinho no parque                                                                     Bia na "Vila dos Smurfs"
                                   




                                            Quem disse que aqui não tem picanha?



                                            Meninas acordando na "cama do pônei"


                                                               Matando o pai do coração



                                           Advinha onde passamos o Dia das Mães?? Na IKEA!!!

                                               Júlia tirando onda no carro (alugado) do Dindo...
                                         
                                                                ... e  eu também!!!


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sobre correio e surpresas

Há tempos quero escrever sobre a paixão dos americanos pelos Correios (USPS). Eles usam o correio pra tudo, é simplesmente inacreditável. Por exemplo: americanos tem o hábito de mandar cartões uns para os outros em tudo quanto é ocasião. Eu acho muito fofo. Mesmo com toda a tecnologia, mesmo com o mundo virtual, com os e-mails e what's apps da vida (todo o mundo tem iphone nesse país, até eu!!)... Eles acham um jeitinho de mandar cartões para seus queridos. Na sessão de papelaria de qualquer supermercado, ficam aquelas estantes com os cartões. Tem pra todo mundo em qualquer evento! Só pra terem uma ideia do que estou falando, para o dia das mães tinha: da filha pra mãe, do filho pra mãe, do neto pra avó, da neta pra avó, da mãe pra filha(que também é mãe), de irmã pra irmã(que também é mãe), de amiga pra amiga(que também é mãe). E eu estou falando só de uma ocasião!!!
Então, resolvi aderir. Como eu disse antes, a gente absorve as coisas boas e ignora as ruins (tem coisa ruim aqui, gente?? Brincadeirinha, sempre tem, em todo lugar.) Fui eu comprar um cartão pra minha mãe, escondido, nas raríssimas ocasiões que ela não está comigo. Fiz todo bonitinho e mandei pelo correio.

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Esses dias, chegou um aviso dos correios aqui em casa, para gente comparecer na agência tal, que tinha uma encomenda lá pro Christiano, que precisava assinar. Como não tinha niguém em casa quando o correio veio entregar, deveríamos ir lá buscar. Enquanto eu estava na fila, a senhora que estava na minha frente estava despachando uma caixa. A moça que trabalhava no correio, gentilmente perguntou se não era nada perigoso, inflamável, frágil, perecível, etc. E a senhora respondeu: São apenas cookies que eu fiz! Olha que gracinha! Mandando cookies pra filha que está na faculdade.
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Todas as contas podem ser pagas pelo correio. As empresas de telefone, eletricidade, água, TV a cabo, etc... mandam a conta pra sua casa e dentro do envelope, vem outro envelope.  Faz-se assim: você checa o valor da conta, faz um cheque(!!), enfia dentro do envelope e põe em uma caixa de correio.`As vezes, não é necessário selar. Tem milhões espalhadas pela cidade. Depois de um tempo, chega o recibo pra você. Pelo correio, também.


Essa é uma de nossas contas(TV a cabo), com o envelope de fora na parte superior e o que vem dentro na parte inferior. O de baixo é o que a gente põe o cheque dentro. Esse precisa de colocar selo.



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Essa semana, chegou  isso aqui pra gente.


 Até a placa do carro eles mandam pelo correio! Nada de fila no DETRAN!



Também chegou isso aqui embaixo pras meninas. O Ministério Infantil da FBC(First Baptist Church) que mandou. Um canudo de papelão!! Ficamos curiosos...
Dentro dele, um cartão de boas-vindas e dois frasquinhos de bolha de sabão ( só achei um pra tirar a foto!)
Não é uma gracinha?

Sábado passado, fomos ao NASA SPACE CENTER. É um assunto pra outro post, mas  estou mencionando porque enquanto estávamos lá, a moça da portaria do nosso prédio telefonou avisando que tinha chegado uma encomenda aqui. O Christiano apressou todo o mundo, porque não queríamos perder outra entrega do correio e ter que ir lá na agência buscar. Chegamos em casa e olha a encomenda para o Dia das Mães:


Bem, depois dessa, meu cartãozinho de Dia das Mães dançou!!