domingo, 10 de junho de 2012

Dois meses na América!



Ontem comemoramos dois meses em solo americano. Nunca ficamos aqui tanto tempo!!
Então, nesses dois meses, diferente das outras vezes que viemos,  deixamos de ser turistas para sermos moradores. Com todas as implicações  - boas e ruins - que isso inclui.
O saldo, como já disse anteriormente, é muito positivo. Mas, todo aniversário traz consigo algumas reflexões. E, como eu não quero cansar ninguém, nem soar repetitiva, vou apresentar um pequeno balanço destes dois meses de forma rápida.



Há dois meses não vou ao salão de beleza...
Isso significa que há dois meses não faço as mãos e pés, nem retoco as minhas luzes. E não, não estou um monstro. Retoco as raízes em casa e uso base nas unhas, bem basiquinha, mas arrumada. Comprei um secador profissional e eu mesma faço (ou minha mãe faz) minha escova. Uso um shampoo e um creme melhor e isso tem bastado. Mas, sim, estou parecendo o Saddam Hussein, pois há dois meses não faço as sobrancelhas. Preciso achar urgente um local para fazê-las, custe o que custar.



Há dois meses não tenho empregada ou babá...
E sobrevivi ao desafio japonês! Consigo viver sem elas, mas apenas aqui na terra do tio Sam, onde as coisas são mais práticas e facilitam e muito a vida da dona-de-casa. Não sei como fazer quando voltar ao Brasil, pois estarei mais exigente com as coisas, já que agora sou eu que cuido. Ah! E isso só tem sido possível porque minha mãe está aqui me ajudando.



- Estou um fenômeno nas auto-pistas!
Já falei isso antes, mas vou repetir, pois estou orgulhosa de mim!! Não uso o GPS pra nada, mas uso o aplicativo do googlemaps do iphone, que nada mais é do que um GPS... Olho antes de sair de casa, e vou sempre pelas highways. A não ser quando quero explorar um novo lugar. Aí, vou por baixo, para sentir o clima.
No quesito trânsito, também tenho aprendido que: nem todo sinal vermelho te manda parar e nem todo sinal verde te garante ir. Isso é bem interessante, depende mais da direção ( direita/esquerda) que você vai do que da cor do sinal em si.
Mas, todas, todas as vezes que vc ler STOP, é pra parar. Mesmo. Completamente. Não importa se são 2h da manhã, ou se não vem carro nenhum. STOP é PARE. E ponto final.



Estou curtindo muito a minha família.
Exatamente como planejei.  Tem sido um tempo de convívio intenso e  maravilhosas descobertas. Como disse uma amiga, eu estou descobrindo as meninas, e não o Texas.




- Estou achando tudo caro.
Bem, essa não é exatamente uma novidade. Mas, antes, quando a gente vem como turista, a gente "pira" com o preço barato das coisas, em relação ao Brasil. Fica doido nos outlets, compra tudo quanto é roupa, sapato, brinquedo. Porque tudo no Brasil é mesmo (muito) mais caro. Agora, que estamos morando aqui, o consumo é bem mais consciente, considerando que não estamos ganhando... E esse é um dos maiores desafios que temos: viver no país do consumo e ter que segurar a onda. Viver com orçamento limitado, coisa que não estávamos acostumados no Brasil.


- Eu consigo viver com 1/9 das minhas roupas.
Quando vim pra cá, trouxe apenas 1/3 das minhas roupas e sapatos. O resto doei, vendi,  ou simplesmente deixei pra trás. Consigo viver aqui com 1/3 das coisas que trouxe, ou seja, 1/9 do que tinha.  É claro que, por não estar trabalhando fora, isso reduz as chances de usar diferentes looks. Não temos uma vida social ainda, e isso também deve ser levado em consideração. Mas, só pra refletir: Será que precisamos mesmo de tanta coisa? Tanto acessório. tanto relógio, tanta bijoux? Nossos filhos precisam mesmo de tantos brinquedos?





- Estou com saudade das pessoas.
Saudade das pessoas que eu amo e que ficaram no Brasil. Não de lugares, não de comidas, não de coisas. De pessoas. Sei que a saudade de tudo isso que enumerei vai acontecer um dia. Mas, não aconteceu ainda. Sei também que a saudade começa a apertar por volta dos 6 meses. Ainda não chegamos lá.  Como diz Angelina Ballerina: um passo de cada vez. (Filosofia de uma mãe antenada com os desenhos.)

Por enquanto, o que tenho a dizer é que sou grata a Deus por  estes dois meses que Ele tem nos dado como verdadeiro presente. Oportunidade única de vivenciar coisas diferentes, pessoas diferentes, hábitos diferentes, língua diferente.

Que venha o terceiro mês!!!


4 comentários:

  1. Tchu..... sonhei com vcs essa noite.... sonhei q vcs tinham voltado pro Brasil... hihihihih

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  2. Adorei esse post! Na minha temporada, reaprendi a fazer unhas, depilacao, aprendi a pintar cabelo! O auge da minha tristeza (exagero...) era sexta a noite, dia q determinei p faxina da casa... pensava assim: tive q vir p Harvard p limpar privada.... Aprendi a cozinhar, a como cuidar d uma casa, a lavar roupas. Qt as roupas, nao sei ao certo o qt do q tinha levei, mas vivia tranquilamente c mt menos do q tinha. Apesar d ter trabalho todo dia, a cobranca eh mt menor e o frio louco tb nao me permitia (ate pelo humor) a mts escolhas. Mas confesso q depois q voltei, a exigencia de roupas da moda, sapatos, acessorios voltaram. E gracas a Deus, me vi livre da privada, da maquina d lavar e das ceras de depilacao no microondas!!! Ah, e a saudade... era o q mais me fazia sofrer e o determinante da data do meu retorno! Beeeeijo

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  3. Ainda bem que não fico tão triste, porque senão, seria o "auge" , simplesmente todos os dias aqui em casa, porque TODOS os dias tem que fazer a casa andar. Então é mais ou menos assim, "enquanto descansa, carrega pedra" ou "enquanto o chicote vai e vem, descansam-lhe as costas"... Todo dia é sexta-feira `a noite aqui! Beijo grande!

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