quinta-feira, 7 de junho de 2012

A saga da escola - parte 2

Então...
Pelo pouco que vivenciamos nesses dias, posso escrever algumas mal-traçadas linhas sobre o assunto: ESCOLA PRA CRIANÇAS.
Todas as escolas - públicas e privadas- são bem rigorosas no quesito saúde. É uma exigência o cartão vacinal em dia. Eles checam MESMO. De verdade.
Memorial High School (public school) - Entreguei o cartão em português para a enfermeira e a ajudei na tradução. Uma das doses de varicela da Júlia ainda não tinha sido realizada, pois chegamos em abril e a dose deveria ser dada em 24 de maio. Na primeira semana de maio, chegou aqui em casa uma correspondência da escola, nos "relembrando" que a vacina iria vencer. Também na correspondência, vinha anexado uma requisição especificando qual vacina ela deveria tomar e uma folha com alguns lugares onde ela poderia tomar a vacina de graça ou a custos baixos. Como venceria apenas 24 de maio, não realizamos de imediato. Uma semana depois, como não havíamos realizado a vacina, a escola mandou de novo outra carta. A mesma coisa.

Antes de poder frequentar, Júlia passou por uma enfermeira que fez uns testes para checar  se não havia problemas na coluna, além de teste de acuidade visual e auditiva.
Nós já havíamos realizado os testes no Brasil, porque pela internet,  eu tinha visto que era uma exigência da escola. Mas, chegando aqui, fizeram os testes de novo.
BDCS e FBA (private schools) - Entregaram um formulário próprio da escola de vacinação e solicitaram que fosse preenchido por um médico. Além de exigirem o cartão vacinal, também exigiram o nome do médico, com telefone e endereço pra onde levar a criança em caso de emergência. Aliás, precisava de dois nomes. Dois médicos. Caso o pai não seja achado, a mãe não seja achada, o médico número 1 não seja achado... precisava do médico número 2. Entreguei o form com o nome de um médico só e eles não aceitaram. Precisei escrever no campo 2 "whomever on call" (quem estiver de plantão), porque essa poderia ser uma opção. Mas, tem que ter um segundo contato médico para emergência. Além disso, também deve-se levar um atestado médico em formulário específico de que sua criança é saudável.
Além disso ( de novo!), tive que preencher um formulário explicando que a criança não tem nenhuma alergia, nenhum problema de saúde, essas coisas. Na escola 1,  Beatriz  ainda teve que fazer um teste (assessment test), que checa as habilidades psico-motoras da criança. Mais 100$.
Bem, não serve só o contato médico...
Tem que providenciar também o contato de duas pessoas (mais duas) fora os pais -  também não podem ser os  médicos - em caso de emergência. Pensa o transtorno de arrumar 2 médicos + 2 pessoas para o contato de emrgência! Expliquei que não conhecia quase ninguém aqui (tem que ser da cidade), que não poderia sair pedindo isso para pessoas com as quais não tenho nenhuma intimidade. Pensem na cena: "Hi, I am Cristiane Santos. Nice to meet you, Fulana de Tal, quer ser o contato de emergência da minha filha??" Acabou o Christiano colocando como emergência um colega da turma dele lá do ELS.
Com tudo providenciado, recebi um aviso da secretaria da escola que a vacina da Laura de Hepatite A vence em julho e que eu deveria providenciá-la antes de começar o ano escolar (agosto/setembro).  Deixei o cartão lá de manhã e fui avisada á tarde do mesmo dia. Não falei que eles checam, de verdade?
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Júlia teve praticamente 8 semanas de aula depois que chegamos aqui e já está de férias. Neste período, ela teve dois treinamentos para incêndio. Falei sobre o primeiro treinamento em outro post. Depois daquele, teve mais um.
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Todos os staffs da escolas 1 e 2 (private) são treinados em CPR (Ressucitação Cardio Pulmonar), e nas duas escolinhas tem desfibriladores automáticos em todos os corredores. Não vi na Memorial, mas assumo que deve ter também.



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O custo da escola da Júlia tem sido 0.00 US$, mas, para isso, temos que morar na região mais cara de Houston, como eu já disse. Então, nosso aluguel é bem salgado. Para ter acesso `a  educação pública, depende do seu tipo de visto. Se for com F2, não paga (é o nosso caso). Se for com J1, tem que pagar uma quantia (acho que uns 7000 US$) ao governo americano. Mas, como eu disse, eles não pediram nosso visto na escola.
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O custo da pré-escola( das pequenas) varia muito. Na região que moramos, vai de 6000US$ a 18000US$ por ano, por criança. Acho que até tem escolinhas mais caras, mas não mais baratas do que isso. Isso é anual e costuma ser pago de uma só vez (Ui!!). Algumas escolas tem planos trimestrais ou mensais. Interessante é que os meses de férias não são cobrados. Em algumas delas, existe a opção de  se pagar por semana. Todas elas têm uma registration fee, que é a matrícula e a maioria delas têm uma application fee, que é aquela taxa que não garante que seu filho vai estudar lá, mas te põe na lista de espera.
Muitas exigem um security deposit, que é reembolsável no final. O material escolar pode estar incluído ou não, depende da escola.E tem fee pra todo gosto!
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Muito interessante o conceito deles de "atrasado".
Na escola da Bia, quando você deixa a criança, você assina uma chamada com o horário exato que está chegando. Quando busca, a mesma coisa. O horário de  deixar é 8:30 e de buscar é 3 da tarde. Isso varia de acordo com a escola e com o programa que você escolhe. Tem um campo para esses horários de deixar  e buscar.   A partir de 3:01(!!!), você é considerado atrasado e é cobrado a mais. Das 3:01 `as 3:30 é uma multa, das 3:31 `as 4:00 é outra e assim por diante. Cada meia hora ou fração custa 5 dólares na escola BDCS. Depois das 6:00, são 2 dólares por cada 5 minutos de atraso. O mesmo vale para a entrada. Se vc deixar a criança 8:25, será considerado adiantado e pagará a mais por extended care. OU seja, não se atrase  para buscar seu filho nem se adiante para deixá-lo na escola.  Nem um minuto, literalmente. Be on time!!  


 Então, essas foram nossas primeiras impressões no assunto escola.


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