segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Outono, seu lindo!

Já falei que amo o Outono?

Se ainda não, ainda está em tempo.
Embora o outono tenha chegado há mais de um mês ( 23 de setembro é a data oficial), é no mês de outubro que ele se faz sentir com mais presença, pelo menos aqui em Houston. Os termômetros finalmente acusaram uma temperatura mais amena semana passada : 9 º C ( pra maioria dos brasileiros isso é, na verdade, um frio danado). Depois de um verão escaldante e prolongado, nada como sair de casa e sentir uma brisa fresquinha. Aliás, dizem que Houston tem quatro estações: quase Verão,Verão, Ainda Verão e Natal. É mais ou menos por aí...
Mas pra quem vem de um lugar que é só verão o tempo todo, eu consigo enxergar a beleza na mudança das estações.  O que pra eles é considerada uma mudança sutil, pra mim, é um espetáculo da Natureza.
Na última semana de setembro, pude contemplar a última florada da maioria das árvores. A cidade se coloriu de cor-de-rosa, como numa tentativa de manter a  primavera já perdida nos meses anteriores... Eu contemplei com gratidão a oportunidade de enxergar a beleza das coisas...
Finalmente, no início de outubro, a árvore que estava ali, em frente a escola o ano todo, toda verdinha, de repente, estava assim. E foi nesse dia que eu declarei o Outono chegando pra mim.


 O que eu amo do Outono , é a sensação de renovo que ele me dá. A sensação de que tudo que está desgastado em nós, precisa ser removido, trocado. Não há espaço para sentimentos envelhecidos e atitudes ultrapassadas. O inútil deve ser substituído, dando lugar ao novo;  as ideias que não foram adiante precisam ser renovadas. Velhas atitudes não nos levam a novos destinos... 
E é essa poesia que enxergo no outono tímido de Houston. Uma ou outra árvore mixuruca se colorindo de laranja e eu já fico toda cheia de filosofia... A velha história de trocar as folhas (ideias) e manter as raízes(princípios), sabe? Bem, funciona pra mim.

Também é a época da colheita.  Tempo de celebrar os frutos, que em última análise, simbolizam o alimento. Esse é um costume milenar, de outras civilizações, mas que foi muito bem adaptado para cultura norte-americana. É aí que entram as abóboras, como ícone da estação. E eu aprendi a amá-las! Quando começam a colocar as abóboras pela cidade, meu coração se enche de uma alegria inexplicável! Tudo por causa de umas abóboras! Eu devo ser mesmo muito besta...

A tradição das colheitas enche a cidade de abóboras, maçãs, espantalhos, e tudo relacionado ao tema dos frutos. Em breve na quarta quinta-feira de novembro, teremos o feriado Thanksgiving, que praticamente encerra o Outono, na maior celebração familiar dos Estados Unidos. 

Também é uma época de chuvas - e eu amo chuva. Tempo de usar botas, casacos, cachecóis, mas tudo de leve, sem  aquela necessidade de tanta roupa uma em cima da outra pra não morrer de frio.

Tempo em que somem as baratas - a gente não acha umazinha sequer. Tem coisa melhor?

Nessa época, proliferam na cidade os Pumpkin Patches - colheita de abóbora. Fui no ano passado com as meninas na  Dewberry Farm no maior estilo mãe americana (post aqui). Esse ano, fomos a família inteira em outra fazenda, a Blessington Farms. Aproveitamos pra fazer umas fotos profissionais e registrar a visita da minha tia e meus primos gringos. Já virou uma tradição familiar a ida ao Pumpkin Patch - quero ir todo ano!





(Eu que fiz as camisetas das crianças.)



Esse ano o Outono nos trouxe bons frutos. Colhemos o que plantamos. Posso dizer que conseguimos nossas abóboras. E também as maçãs, os pêssegos, e tudo que se pode colher nessa época. Só temos  a agradecer a oportunidade de trocar nossas folhas e saborear os frutos de Deus em nossas vidas. 


Já falei que amo o outono?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

3x4 (para os que ainda não me conhecem)




Cristiane Araújo Tuma Santos

Esse é seu nome, mas ela usa Cristiane Tuma desde sempre. E acha muito estranho aqui ser Cristiane Santos. Para os íntimos, Tchu.
Se acaso perguntarem quem é ela, digam que ela é brasileira, 35 anos, casada há 17, mãe de três meninas e médica hematologista.
Digam que ela escreve mas não é escritora, tem blog, mas não é blogueira. Digam que costura mas não é costureira, cozinha, mas não é cozinheira. E por aí vai…
Digam que ela tem sonhos. E foi em busca desses sonhos que ela veio parar aqui, na Terra do Tio Sam.
Digam que os planos dela incluíam um período sabático de um ano - que já dura quase dois.
E se perguntarem por que Houston, digam que foi por causa do Medical Center (porque ela nunca quis abandonar a Medicina) mas que nesses dois anos, ainda não pisou os pés lá. Aliás, já pisou sim, uma boa quantia de vezes, mais até do que gostaria, como mãe e não como médica.
Digam que, `as vezes, ela se incomoda um pouco com a “longura” desse período de descanso em que faz de tudo, menos descansar. É voluntária na escola, na biblioteca,  líder de oração, aluna de francês, motorista e tradutora.
Digam que ela é de Goiânia, e deixou pra trás cinco empregos, sendo dois consursos públicos, a Diretoria de um Hemocentro Regional, um cargo de Professora da Faculdade de Medicina  da PUC-GO e um consultório lotado;  mas que não olha pra trás. Digam que ela ama sua família e seus amigos que ficaram no Brasil e essa é a única coisa de que sente falta.
Digam que ela é cristã praticante, que frequenta assiduamente duas igrejas (uma brasileira e uma americana). Frisem que ela sabe que isso não a torna melhor do que ninguém. Frisem bem. Mas, ela espera refletir nos seus atos aquilo que acredita no seu coração.
Digam que ela  tem sido sombra enquanto o cônjuge é a figura  - e ela é relativamente bem-resolvida com isso (mas faz terapia pra não pirar.)
Digam que essa é ela  em 3x4 -  se acaso perguntarem.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Preciosas Promessas

"Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos."
 Tiago 1:17

Curto e grosso.

Bom fim de semana a todos!