sábado, 31 de dezembro de 2016

Uma palavra pra 2017

Eu gosto muito da "palavra" e tudo relacionado a ela. Línguas, textos, livros. Gosto muito de falar e de escrever. Tenho fascínio por peças bem escritas, elaboradas como um trabalho manual. Também aprecio a beleza da simplicidade de uma palavra bem colocada  na hora certa. Curta e certa.
Outra coisa que amo é brincar com o sentido das palavras - o que os americanos chamam inocentemente de "puns" -  o que já  é engraçado por si só.  (pronuncia-se pâns, pelo menos)
Mas,  nunca antes na minha própria história, eu pensei que uma palavra tinha o poder de fazer tanta coisa.

No final de 2015, li em algum lugar um texto de alguém (desculpem a falta de créditos aqui. Coisa feia!) sugerindo que cada pessoa escolhesse para si uma palavra para definir o seu próximo ano. A palavra deveria ser escolhida com cuidado, porque seria algo para você se apegar no ano que, então, se iniciava.  "Audacious" foi a palavra que escolhi - inspirada pelo livro de Beth Moore de mesmo título.  2016 chegou pra mim e eu já estava esperando de braços abertos, pronta pra me jogar audaciosamente nele.

O Ano começou devagar e difícil. Logo percebi que seria preciso mesmo muita audácia pra encará-lo. Foi então que eu falei:

"VEM! VEM 2016 pra você ver o que que é bom pra tosse!"

E ele veio.

Pra resumir, 2016 foi ano que fiz minha primeira entrevista de emprego e consegui meu primeiro trabalho nos Estados Unidos.
Tirei a roupa de ginástica e usei terninho.
Voltei a respirar um pouco mais de Ciência - mas não menos de limpa-móveis e amaciante.
Escrevi artigos científicos para a Indústria Farmacêutica  e colunas motivacionais para uma revista brasileira de variedades.
O namoro no processo de revalidação do meu diploma deu casamento! Em menos de 8 meses, eu fiz meu step 1 e step 2 CK  e passei - até bem passado - nos dois.
Voltei a usar um jaleco e vislumbrei pela primeira vez na vida um Cristiane Tuma, MD bordado no bolso.
Finalizei meu primeiro livro em português pra gente grande e meus primeiros em inglês pra gente pequena.
Finalizei alguns manuscritos bilíngues para crianças.
Desengavetei tudo isso e mandei meus manuscritos para Editoras de verdade.

2016 não foi exatamente o que eu queria. Tive minhas dores, minhas lágrimas.
Mas,  2016 foi exatamente o que ele teria que ser.
Um ano.
365 dias (esse particularmente, foram 366).
Com seus meses e suas estações.
Com dias de chuva e de sol.
Com suas perdas e seus ganhos.
Com suas boas e más notícias.

Quem foi audaciosa, fui eu.

Gostei desse negócio. Do negócio da palavra. E vou fazer de novo.

Pra 2017, minha palavra é "Fervent" e minha inspiração dessa vez é do livro da Priscila Shirer. Mas, a melhor tradução pra português não é fervente, não.

Fervent quer dizer "intensa", "entusiasmada", "apaixonada", entende?

Quero viver esse ano com intensidade.
Com entusiasmo.
Com paixão.


Fervent não é fervente.

Mas até que podia ser, nas palavras de Erasmo.

Vem 2017!
"Pode vir quente, que eu estou fervendo!"

Beijos e até o ano que vem!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

The bright side of life

"Laura, get down from the bookshelf. You know you can fall, hit your mouth and loose your teeth, don't you?"
"All of my teeth?"
"Yes! Or at least a bunch of them."
"Oh, Mommy this would be perfect"
 "What?"
 "The Tooth Fairy would then make me rich in just one night."

Praying closet

Laura and Bea wake up running and screaming through the house. I am  in my closet having my quiet time.
"Here's where mommy likes to talk with God." - I explain. "Here is where I ask God for guidance, wisdom and patience."
 Laura looks at me intrigued and goes:
"I guess He often doesn't listen."